quarta-feira, 6 de abril de 2016

06/04/2016 > A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO E DA RECONCILIAÇÃO...

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO E DA
RECONCILIAÇÃO...
Do livro “Além do que se vê” de
Cláudio Roque Buono Ferreira,
Ex-Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo - GOSP
José Carlos Ramires, um colaborador...
27/09/2013
Prolegômenos

Esta crônica de ensino e aprendizado moral trata do tema do perdão e da sua importância na reconciliação. Todos nós sabemos que a intolerância e as drogas são os piores males que levam o homem à barbárie e às condições sub-humanas.
Ela trata de uma das maiores virtudes de que homem pode ser possuidor, a do perdão, pois que esta virtude nos leva à seguinte, à da reconciliação, que é o que este mundo está precisando... De mais perdão e como conseqüência a reconciliação entre os homens...
Devemos sempre nos lembrar do exemplo de Christo: “Perdoai-os Pai, pois eles não sabem o que fazem”.
Em muitas passagens de nossas vidas enfrentamos situações aonde nos vimos sem saída, quando somos vilipendiados ou injustiçados. E nesta situação o melhor caminho é o do perdão e da reconciliação. Se tomarmos a iniciativa, o mundo será cada melhor, disto todos tenham certeza...

A Estória do Pequeno Zeca... E da Moral ensinada por seu Pai...

Ao voltar da aula o pequeno Zeca entra em casa batendo forte com os seus pés no assoalho da sala.
Nesse momento, seu pai, que estava indo fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o garoto, de oito anos de idade, para uma conversa. Zeca o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala com irritação, como se assim fosse apropriado:
       – Pai... Estou com muita raiva. O Juca não poderia ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de mal para ele.
Sendo um homem simples, mas cheio de sabedoria, o pai escuta calmamente o filho que continua reclamando.
       – O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. E isso eu não aceito! Espero que ele fique doente e sem poder ir à escola, disse raivoso.

O pai, calado, ouve toda aquela reclamação, enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o seguiu... Quieto. Zeca observa o pai abrir aquele saco e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe faz uma proposta:
       – Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu coleguinha Juca e que cada pedaço de carvão deste saco é um mau pensamento seu dirigido a ele. Jogue todo o carvão deste saco naquela camisa, até que não reste mais nenhum pedaço. Depois eu volto para ver como ficou...

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e tratou logo de executar a ordem do pai. Como o varal com a camisa estivesse longe do menino, poucos pedaços de carvão acertavam o alvo. Em uma hora o menino finalizou a tarefa. O pai que observara tudo de longe, aproxima-se do menino e lhe pergunta:
       – Filho, como está se sentindo agora?
       – Estou cansado... Mas alegre, pois que acertei alguns pedaços de carvão na camisa. Não muito, mas acertei...
O pai olha para o filho, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
       – Vamos até o meu quarto que eu quero lhe mostrar uma coisa muito
importante e que você jamais esquecerá.

Ele acompanha o pai até o seu aposento e é colocado na frente de um grande espelho do guarda-roupa, no qual pode ver seu corpo por inteiro. Que susto! Zeca apenas conseguia ver seus dentes brancos e os seus olhinhos pequenos, cheios de surpresa, pela sujeira do pó de carvão que cobria o seu rosto, seus cabelos e sua roupa. O pai, então, lhe diz carinhosamente:
       – Filho, você viu que a camisa lá no varal quase não se sujou. Mas, olhe para você. O mal que desejamos aos outros é semelhante ao que lhe aconteceu. Por mais que possamos prejudicar a vida de alguém com nossos pensamentos e obras, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos. O pequeno Zeca fica pensativo... E diz ao pai:
       – Pai, vou tomar um banho, me trocar e procurar o Juca. Preciso conversar com ele. Ele é meu melhor amigo, e não vale a pena ficar de mal dele... E os meninos se reconciliaram...

Um abraço fraternal a todos os Irmãos da Ordem Maçônica, sem exceção...

De um Zeca, o Zé Carlos... O Z. Ramires...

quinta-feira, 3 de março de 2016

03/03/2016 > Uma Homenagem ao Irmão José Giometti

CRÔNICA DA CIDADE – O DESTINO DOS TRENS

Autor: José Giometti
Lavínia, SP – 19/Mar/1044 <> Santo Anastácio, SP – 19/Set/2014

Cidadão, Companheiro, Irmão e Amigo...
De todas as horas e momentos
Saudade dos feitos perfeitos
E dos erros e acertos
Que por certo cometemos
Mas tenha certeza
Um dia nos encontraremos...
Onde e como não sei
Somente nós saberemos...

Neste próximo dia 19 de março, Gio, Irmão e Amigo, 72 anos completaria e com Saudade estamos todos, os de sua sempre confraria, a nossa querida Maçonaria. Treze anos de convívio irmanado, em todas as terças, nossos encontros marcados, marcados que foram de convivência e harmonia. Às vezes descuidos cometemos, mas sem ranço e nem rancor, pois que a vida nos ensina, que sempre com fraterno amor, todos os desacertos resolvemos. Sem mágoa e muito menos rancor.
Deste seu amigo, como homenagem, deixo a todos, esta crônica de sua autoria.

José Carlos Ramires
Z. Ramires
Março/2016

    O
s raios de sol da tarde de verão incidiam inclementes sobre o telhado da estação ferroviária, cujo reflexo dava a nítida impressão de que tremulava. Ouviu-se o apito do trem que iria fazer a curva, bem antes de vê-lo se aproximar. O velho matuto mineiro virou-se para o filho que permanecia sentado sobre a mala de fibra e falou, Fio, recóie os trem qui o coiso vem chegando...
     Q
uando era pequeno adorava ver o trem. Aquela enorme serpente, resfolegando fumaça pelas ventas, os vagões de madeira pintados de vermelho, a multidão de cabeças postadas nas janelas, o telelé das rodas deslizando ruidosos pelos trilhos e dormentes. O trem representava à época, a materialização da força, do poder, da velocidade e, sobretudo, da expectativa de aventura. Era a modernidade.
    D
e repente, o trem desapareceu de nossas paisagens, de nossa vidas, de uma maneira tão imperceptível quanto um furúnculo drenado espontaneamente. O que permaneceu foi a sua utilização no vernáculo caboclo, que lança mão do verbete nos mais variados sentidos, tanto para designar algo bom – “Ô trem bão!”, quanto algo ruim – “Ô trem ruim, siô!”.
    O
s horários de circulação foram aos poucos se espaçando, o número de vagões diminuindo, as estações endo lacradas, restando o tráfego de alguns poucos trens de carga e, quando se deu conta, não havia mais manutenção dos leitos ferroviários, as estações abandonadas , o mato passou a tomar conta dos trilhos, os dormentes apodreceram e os prédios, antes suntuosos e imponentes, agora tornaram-se um espectro macabro, fruto de depredações, servindo de refúgio para desocupados e usuários de drogas. Da alegria da chegada contrapondo com a tristeza da partida, somente restou um sentimento de perda recendendo a saudade.
    M
as isso não é tudo. Recentemente acompanhei uma rodada de discussões cuja temática referia-se ao problema crônico do transporte viário e escoamento da produção de grãos e outros produtos agrícolas para as regiões abrangidas pelo MERCOSUL. O alto custo do transporte rodoviário, as taxas de pedágio, a limitação do volume transportado, o desgaste das estradas e tantos outros argumentos, trouxeram à mesa de debates justamente o quanto a ferrovia faz falta neste momento da economia nacional. Como diria o caboclo mineiro: “A derrocada da ferrovia foi um trem mal pensado e precipitado!”.

José Giometti - Santo Anastácio, março de 2004

Publicado no livro, "Caçador de Poetas" do Rotary Club, Distrito 4510 - páginas 26-27
Copyright - Livraria Milani 2014 - 1ª Edição
Mário Milani - Rotary Marília Leste

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A IMPORTÂNCIA DO PENSAR E CONHECER-SE NA MAÇONARIA

Prefácio
Apresentamos aqui um texto que ilustra muito bem o ato de pensar, a sua importância para o homem e muito mais ainda, ao homem maçom... Um conceito interessante para a expressão: "Conheça-se a ti mesmo..."
José Carlos Ramires
20 de agosto de 2015
Dia do Maçom

A IMPORTÂNCIA DO PENSAR E DO CONHECER-SE NA MAÇONARIA...

Actualizado em Sexta, 27 Junho 2008 11:45

O Ser humano distingue-se dos demais animais pela capacidade de processamento de
informações através do ato de pensar.

Pensar é formar idéias na mente, é imaginar, considerar ou descobrir. O filósofo René
Descartes disse: “com a palavra pensar entendo tudo o que sucede em nós, de tal modo que o
percebemos imediatamente por nós mesmos: portanto, não só entender, querer, imaginar, e
sim também sentir é o mesmo que pensar”. Pensar estabelece relações, as conceitua e
encontra um significado para elas. Formar relações entre vários conceitos é julgar. Estabelecer
o significado de vários conceitos é raciocinar. Assim o ato de pensar implica três funções
básicas: conceituar, julgar e raciocinar.

O pensador mexicano Antônio Caso dizia: "liberdade é pensamento. Pensamento é liberdade.
Na essência do pensar está a autonomia." Partindo dessa última definição de que na essência do pensar está a autonomia, na Maçonaria o ato de pensar está diretamente ligado ao postulado da Liberdade. Liberdade para desenvolver seus conceitos a partir dos ensinamentos recebidos, porque somos livres e autônomos para falar e assumir posições, sem afastar-nos da filosofia maçônica e de seus princípios.

Filosoficamente, a Maçonaria mostra ao homem-maçom que ele tem um compromisso consigo
mesmo, com o seu pensar, o que fazer de sua própria existência. Pois, quando o homem
prescinde de si mesmo, de seus deveres, quando o homem abre mão da sua liberdade, da
quantificação do seu Eu, quando o homem esquece de si próprio, está a negar-se como Ser.
Como a intenção desta prancha não é a de aprofundar a busca filosófica da arte real, vamos
ao objetivo do pensar e o conhecer-se na Maçonaria, especialmente ao Primeiro Grau.

O Primeiro Grau se estereotipa no “conhece-te a ti mesmo”, divisa escolhida por Sócrates. O
grande pensador ensina ao maçom-aprendiz que a primeira coisa a fazer é aprender a pensar.
Aprendendo a pensar aprende-se a conhecer, a discernir, a falar. Aprendendo a pensar
encontraremos, sem dúvida, meios e modos que facilitam a busca, a procura, a investigação, o
ponto de chegada.

Assim, nesse vai-e-vem do pensar, nesse vai-e-vem da busca, o Aprendiz, introspectivamente,
passará a conhecer-se melhor. Conhecer é descobrir o Ser. Assim para o aprendiz, o descobrimento do Ser é o auto-conhecimento e deve levá-lo à introspeção, à análise da sua forma de vida antes da iniciação, estabelecendo a partir de então os limites entre o profano e o iniciado, corrigindo as eventuais falhas de construção de seu edifício, passando a pensar e agir dentro dos limites
estabelecidos, que pode significar simbolicamente o nascimento do novo Ser.

O Maçom estará pronto para a busca dos conhecimentos da Ordem a partir do auto-conhecimento e da “morte” dos resquícios contrários à filosofia maçônica inerentes ao profano.
“Conhece-te a ti mesmo” nos leva à conclusão de que se não praticarmos o conhecimento de
nós mesmos, se não nos propusermos a esmiuçar o nosso espírito com o objetivo de
melhorá-lo, com a intenção de aperfeiçoar nosso intelecto, não projetaremos em nós uma
melhoria moral, não conseguiremos desbastar a Pedra Bruta. 

O Primeiro Grau é onde utilizamos com maior propriedade os sentidos da visão e da audição. Com eles desenvolvemos o Pensar, estabelecemos relações e comparações que formarão os alicerces do desenvolvimento e nos ajudarão nos passos seguintes da caminhada. Lembrando que todos iniciamos na Ordem pela coluna do Sul, no primeiro grau, e cada um tem seu momento de despertar, porque não existe prazo determinado para o seguimento da jornada. O que deve acontecer é a maturação do iniciado, uma etapa de cada vez, um degrau após o outro, e mesmo assim sem jamais deixar de ser Aprendiz, sem jamais deixar de utilizar os sentidos da visão e da audição com sabedoria. Cada degrau da escada de Jacob inexiste sozinho, ele sempre será o resultado do somatório do conhecimento adquirido nos degraus anteriores.

Pratique o Pensar para conhecer-se, para então buscar o diferencial, a formatação do novo Eu
através do conhecimento, para a transformação, para o renascimento, para a prática da
verdadeira maçonaria.

A intenção desta prancha é a de incentivar os irmãos para o Pensar, o conhecer-se, que é na
minha opinião a primeira grande instrução do grau, para então desbravar, investigar a
verdade através da leitura, da interpretação dos símbolos e alegorias, e da troca de
experiências com os outros irmãos.

Gilson Alves, M.’. M.’.
Instrução apresentada em Sessão Grau 1 – 25 de maio de 2006. A .’. R.’. L.’. S.’. Plácido de
Castro  nº 251 - GORGS - filiada à COMAB, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.

Bibliografia:
Matthew Lipman – O Pensar na Educação;
Raimundo Rodrigues de Albuquerque – Texto
Raimundo Acreano Rodrigues – Texto
Considerações pessoais.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Nesta terça-feira, 11/08/2015, realizamos a Sess.: Mag.: de Inic.: de dois novos Irmãos...

12/08/2015 > Nesta última terça-feira realizou-se uma Sessão Magna de Iniciação de dois novos Irmãos - Fernando Henrique Chelli e Thiago Tadashi Takushi...
Sejam benvindos caros IIr.: Chelli e Thiago, nossos novos Aprendizes Maçons...

terça-feira, 12 de maio de 2015

Sess.: Mag.: Inic.: na ARLS "Clodoaldo de Oliveira" ao Or.: Pres. Venceslau, SP - no dia 03/05/2015

Loja Clodoaldo de Oliveira, Oriente de Presidente Venceslau, Realiza Sessão de Iniciação

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Dia 04/05/2015, segunda-feira, na ARLS "Clodoaldo de Oliveira", Oriente de Presidente Venceslau, foi realizado Sessão Magna de Iniciação de três novos Irmãos.
A Sessão foi muito bem conduzida pelo Venerável Mestre, Irmão Maurício Hernandes, servindo como 1º Vigilante, Irmão Luiz Henrique de Souza Soriano e 2º Vigilante, Irmão Amauri César da Silva Dias.
Foram iniciados: Alex Francis Matias , Luiz Fernando Campos Scalon e Francis Roberto dos Santos Oliveira.
Estavam presentes, as seguintes autoridades: representando o Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo, Irmão Mário Sérgio Nunes da Costa, o Poderoso Irmão Flávio Augusto Batistela, Grande Secretário Adjunto de Comunicação e Imprensa; e Venerável Irmão, Edgar Franco da Rocha, Deputado Estadual da Poderosa Assembleia Estadual Legislativa - PAEL.
Após a sessão, foi servido um delicioso ágape fraternal, para a confraternização dos irmãos presentes.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

VOCÊ SABE VOTAR?



VOCÊ SABE VOTAR?
Colaboração
José Carlos Ramires
Um cidadão brasileiro...
26/09/2014
Faltando nove dias para as eleições de 2014
Crônica publicada em 26/set/2014 no jornal “O Oeste Paulista” de Santo Anastácio, SP

Você, meu caro leitor, que será um eleitor quando ficar de pé em frente a um pequeno aparelho conhecido por Urna Eletrônica. Você meu caro leitor e também eleitor, você sabe votar?
Pense bem antes de responder... Saberia nos dizer em quem votou na última eleição em 2010? Não quero saber de presidente ou governador... Quero saber em quem votou para deputado estadual, federal e senador. Ainda se lembra? Se a resposta for sim, provavelmente o seu voto foi consciente, caso contrário... Bem... Neste caso, cada um que tenha uma resposta...
A maioria dos eleitores acha mais importante votar nos cargos de funções executivas, presidente e governador.
No passado, votar em bichos, tais como o rinoceronte Cacareco ou o macaco Tião, expressou o descaso dos eleitores com as eleições legislativas. E muitos dizem que se constituem num voto de protesto.
Após a entrada das urnas eletrônicas, os animais são agora os da espécie humana, uma vez que não existe candidato animal que não seja da espécie “homo sapiens”. Mas ainda assim muitos “homos” esquisitos foram eleitos. Um deles, uma “figura estranha”, foi eleito em 2010 com expressiva votação.
As eleições estão chegando e até agora, segundo pesquisas do Ibope, apenas 12% dos paulistas e 11% dos cariocas já sabem em quem votar a Deputado Federal. E no âmbito estadual, tal fato também se repete. Isto nos dois estados ditos por muitos como os mais esclarecidos... Vejam a que ponto se chegou: quase 90% dos eleitores não sabem em quem votar!
Conclui-se daí, que o voto será nulo ou em branco, para deputados, e se indicar um nome, há que se digitar um número, e neste caso tal voto dependerá da indicação de alguém de sua família, ou de conhecidos.
Este é o diálogo mais comum... “Você tem em quem votar? Não? Então vote neste aqui.” E recebe um santinho com o número marcado, que é prá não se esquecer. Não é assim?
Ou então, quando no seu caminho para o voto, alguém lhe entrega discretamente alguns santinhos. Ou, se ninguém aparecer, provavelmente pegará um deles que estão no chão, que muitos pisotearam, e talvez, muitos destes eleitos nos pisotearão com suas espertezas e vilanias...
Após 30 dias da eleição de 2010, 22% dos eleitores não se lembravam em quem votara para deputado federal, 23% para deputado estadual e 21% a senador . Mas, para presidente da República, apenas 3% não se lembravam e para governador, o índice é um pouco maior, 11%. Neste caso os índices maiores ao esquecimento estão nos nossos representantes na Câmara e no Senado federal, e também nas Assembleias estaduais.
Na visão do brasileiro, o Presidente da República ainda é o principal mandatário, o ocupante do cargo capaz de resolver e aprovar as mais prementes e importantes questões que afligem o país. E que o Congresso Nacional é um lugar onde 594 políticos apenas criam problemas e só querem se dar bem.
Muitos ainda acham e parecem viver no século 19, quando o poder ainda era exercido pelo Imperador D. Pedro II, que derrubava o Parlamento (poder legislativo na época) sempre quando necessário. Ou então, no período da Ditadura militar, de 1963 a 1985, quando o Congresso Nacional funcionou boa parte do tempo, com as mãos e pés atados, sem condições de exercer o seu poder, ou seu papel, sob o risco de ser eliminado ou de perder o mandato...
E atualmente, depois da publicação da Constituição dita cidadã, os brasileiros se esquecem de que hoje, no desenho do sistema institucional, é justamente o Congresso que mais influencia as nossas vidas. Quem governa o país é o Congresso. É de lá que saem as principais mudanças, com aplicação imediata, ou com as manobras secretas de interesses difusos que, sem que se perceba, levam à falta de recursos para a saúde, educação e segurança.
E infelizmente, por causa dessa indiferença, ainda há brasileiros que votam em macacos e rinocerontes, elegendo ervas daninhas dos mais variados tipos.
Como o ser humano ainda não desenvolveu um sistema político menos imperfeito que a democracia, viver com seus desvios, ainda é um desafio e um aprendizado...
Só podemos dar uma opinião ou um conselho... Não deixem para escolher no último momento.
Conversam, discutam e escolham um candidato, não porque seja bonito, e nem por que ganhou alguma coisa em troca do voto. E muito menos ainda, não votem por protesto. Este protesto é inócuo.
De ervas daninhas já estamos cansados! Chega, vamos dar um basta! Não se esqueçam de que tais ervas são pragas! E pragas precisam ser eliminadas! Elas enfeiam o jardim de nossas casas...

26/09/2014
José Carlos Ramires

A MORTE DE UMA SENHORA...



A MORTE DE UMA SENHORA...
José Carlos Ramires
Colaborador
11/set/2014
Crônica publicada no jornal "O Oeste Paulista" em 12/09/2014 de Santo Anastácio, SP

Sempre que cruzo, ou pela esquina passo, entre a avenida D. Pedro II e Rua Oswaldo Cruz, junto à principal praça da cidade, sempre me chamou atenção a presença de um quase-monumento, bem neste cruzamento, ilustrando a morte de uma senhora.
Um monumento de madeira, que um dia pertenceu a um ser vivente, uma árvore. Não me lembro de qual espécie seria. Mas era uma árvore e isto já bastava. E agora, como que num brado de basta, penso no que teria acontecido.
Por que e por qual motivo esta senhora se encontra inerte e sem vida? Por um motivo ou outro, não seria preciosa a sua sombra, ao entardecer dos dias quentes da cidade? Por conta disto, todas as portas comerciais se adaptaram, colocando toldos verticais, para se esconderem nas sombras de um sol implacável no caminho do seu entardecer. Esta bela senhora, com sua frondosa sombra protegia, sem dúvida, os belos olhos dos compradores e trabalhadores que por ali compravam ou trabalhavam...
Mas a sua presença incomodava a visão dos negócios, e ela foi eliminada. Mas o seu cadáver lá se encontra. Este tronco inerte agora é um monumento, bem na esquina. E neste quarteirão da avenida D. Pedro, na verdade, uma menina, duas senhoras e cinco senhoritas, todas de verde, ainda vivem, como sobreviventes de uma luta ingrata.
Pois que das árvores tudo devemos; e das vidas vegetais, seja por um motivo ou outro, destas espécies vitais, somos eternos devedores. Sem estas espécies não sobreviveríamos...
Assim, como dizemos que a água é a fonte da vida, ainda complementamos que das vidas vegetais e do ar que compõe a atmosfera, somos totalmente dependentes e até da respiração destas vidas verdes (clorofila), somos eternamente gratos. Pois que como resultado desta respiração, estas vidas, aparentemente estáticas, sugam da atmosfera o oxigênio e o dióxido de carbono, o temível CO2, que são o alimento, junto com a água, que dão vida, à vida que todos vivemos. Graças ao Grande Criador do Universo, temos a presença do CO2 na atmosfera, pois que se assim não fosse, não teríamos vida neste planeta de nome Terra.
Sim, isto mesmo, sem o CO2 na atmosfera, não teríamos as árvores, não teríamos o feijão, o arroz, o trigo, o milho, a cana-de-açúcar, e tudo aquilo que de alimento animal o homem produz, como os bovinos, suínos, ovinos, os galináceos, e como consequência, tudo o que deles derivam: as carnes, ossos, leites, derivados de leite, etc., num mundo enorme de coisas das quais vivemos e nos alimentamos.
Não teríamos os móveis, as casas de madeira, os vinhos, os uísques, a cachaça, que muitos a apreciam, as cervejas dos fins-de-semana antecipados, nas sextas-feiras  com os amigos, o “repiauer” de nossas vidas. E o mais importante, não existiriam as conversas jogadas fora, as fofocas, os discursos inflamados, as opiniões formadas e também das desinformadas, enfim, não existiria o mais importante, não existiria a Vida... Como a conhecemos...
Ainda bem que existe o CO2, pois que sem ele não viveríamos. Isto pode parecer um paradoxo e uma heresia para muitos, como por exemplo, para os adeptos e crentes dos desastrados relatórios bienais do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, que, na sua essência, dizem que o homem é o responsável pelas emissões de CO2 que provocam o aquecimento global.
Supondo então, que se não houvesse o homem, não haveria CO2 na atmosfera,  não teríamos também a vida vegetal e sem esta vida vegetal, o mundo como hoje conhecemos não existiria. Nós não existiríamos... E nós, simples mortais, não estaríamos aqui, para contar estas estórias, eu não estaria escrevendo, e vocês, meus queridos leitores, não estariam lendo estas palavras...
Não teria havido, este 11 de setembro, e nem o de 2001, das torres gêmeas de Nova Iorque, abatidas que foram por conta da insensatez de alguns adeptos da violência para a conquista de suas verdades...
E que no próximo dia 02 de outubro ainda estejamos vivos para escolhermos os nossos dirigentes e representantes nas três Casas Legislativas...
Sem a água, sem o ar que respiramos, sem o CO2 (detestado pelos “ipecececistas”), ou seja, sem a atmosfera não existiria o mundo... Sem a inclinação em torno do Sol não existiríamos... Sem o caminho elíptico da Terra em torno do Sol, sem o nosso satélite, a Lua, não teríamos os movimentos dos oceanos e mares, e não suportaríamos a vida.
Sem tudo isto, e por muito mais, não teríamos as quatro estações do ano. Não teríamos a Primavera das Flores, o Verão da Fartura, o Outono da Preparação e o Inverno do Recolhimento... Não teríamos os dias longos e curtos... E nem as noites curtas e longas... Seria um Mundo sem Vida e um mundo sem vida seria um Mundo sem... Bem... O complemento desta frase, que cada um faça como quiser ou como achar de melhor... Portanto, finalizando, vivamos bem as nossas vidas, junto com os outros e com todos... Sejamos felizes... Com respeito, tolerância e harmonia...
Um bom fim-de-semana a todos...
Z. Ramires